Adjectivo 3. Que é considerado fora do habitual. = ABSURDO, ESTRANHO

Para que não restem dúvidas, que a minha loucura não me faz louco já eu sei. A loucura é a qualidade do louco, mas as teias do meu pensamento são sensatas, eu é que gosto de limpezas. O esforço da loucura não detém a sensatez. Apenas rasgos de imprudência e impudor brincam com as bases da minha normalidade (qualidade do que é normal). Ainda assim não agitam águas. Só brinco. Não são ácidos: é a fatalidade, o aborrecimento. Não há nada, deliro a pisar solo minado, rio-me. A gente ri-se. Não há ligações que se façam ou desfaçam.

Isto cresce e entranha-se de uma maneira que os meus pensamentos mais íntimos começam a intrometer-se na realidade, e já não estou tão separado da minha cabeça. Apercebo-me da transição quando me sinto mais livre, sem saber o porquê. Mais livre, ou mais confortável. A minha energia vital foca-se na concretização da minha identidade, na minha satisfação e na minha paz. Afirmo-me sendo.

Sou um invisível, pois sou. Que merda de coisa para se ser, dirá quem pensa poder escolher o que é. Ser triste é pior…

GJ