XII Um Sonho de Sono

Sou produto carnal, um mero erro mortal?

A corrupta visão e a ilusão espalham

mal e morte em direcção aquele acidental

pedestal criminal onde só me consagram…

Fico nesta razão, mesmo que animal.

Volto a filosofar à luz dos que sonham,

acordado a pensar ir em viagem astral,

e lá poder planar em céus tão acima do chão.

Nova terra finita… Ser-se sem nada ter dito,

Sem alguma vez ter sido. No nada serei novo.

No nada só, medito. Eco com amor sem coito.

Prazeroso moderado amor em movimento.

Vejo na escuridão e ando livre no ovo.

Mero erro mortal, carnal contrafeito.

GJ