Ao Domingo de manhã conheço a vizinhança

Um bom hábito meu de fim-de-semana é estar a par do que se passa, incluindo na blogosfera. Passo algum tempo a ler e a procurar nos blogs que sigo algo que me desperte curiosidade. Hoje, no meio de muitos posts, revisitei o Mundo Complexo (http://mundoxelpmoc.blogspot.pt/) e sentei-me simulando quase uma conversa com uma boa amiga, sobre aquilo que tem aprendido e sobre que maravilhas ou adversidades este mundo complexo lhe traz. Leio aquilo que esta boa amiga vê, desde a neve ao céu cinzento; sinto o que ela sente, frustração, dificuldade, novos começos; observo que tece os versos em malhas diferentes das anteriores; acima de tudo leio-a mais conversadora, a querer tocar o real, dispersando-se em prosa.

Revejo a minha confusão na dela, em que, na preocupação, a razão se perde e as defesas tomam formas quiméricas, e passam-se hora na “extrema análise dos acontecimentos”.

Falo agora acerca de um post em específico que li e comentei acerca da forma clara da pergunta colocada, que exaltou o meu pensamento e me envergonhei por não me ter conseguido propor por escrito a mesma questão: Sinto-me confusa e certas vezes temo roçar a demência. Será só extrema análise dos acontecimentos? Ora aí está! Não consegui, em tantas frases que tenho rabiscado, sucintamente fazer esta pergunta! A repetida e exaustiva análise dos acontecimentos deturpa a verdadeira memória, já estende um lençol de ficção sobre a nossa percepção do real e do que nos rodeia… Eis o caso que alguém que vive quase exclusivamente dentro de si mesmo, ouvindo incessantemente a mesma pergunta, atirando-a de novo ao vazio que encontra, copiosamente até à exaustão.

Aproveitem e visitem o Mundo Complexo em:  http://mundoxelpmoc.blogspot.pt/

GJ