in retro

     Tenho sabido, sem perguntar o que sustentava tanta certeza. A resignação iludiu-me de sabedoria e preencheu-me de despreocupação, contentamento. Alguma altivez na ignorância me carregou nos anos de adormecida consciência, até ao ponto de arriscar permanecer indulgente, jovial e arrogante.

    Não houve trono, não houve razão. Houve, sim, resignação. Não perguntar mais, nem sobre tudo, nem sobre tudo, nem sobre mim. Cessada a vontade de questionar, a alma apodrece no limbo, entre o que podia ser e o que não é. O que não é, poderá vir a ser, se for encontrada a aspiração, se for confirmada a questão maior e difusa, na minha mente feita a priori e acamada na dúvida, se houver resposta a uma pergunta insistente. Na inércia de ser, nada se é.

linguas com ideias sem palavras
linguas com ideias sem palavras

GJ