Queimo eucaliptos

Venho-me no reflexo do meu sexo no fumo,

a ouvir os sons guturais descompensados que toco,

a tocar-me, a foder-me em primeiro plano,

no seio da partilha grotescamente exuberante.

Venho-me da merda espalhada e da magia espirrada

trazidas da imunda tesão que desenrolo em ondas,

ininterruptamente, queimando os segundos

que contam o infinito tempo que dispenso

para enaltecer a condição nuclear intrínseca.

Venho-me apenas da perfídia,

porque os cheiros deste corpo passam fome a pilhar

entranhas e a sugar demónios que decoram os caprichos

abertamente obscuros da libertinagem que crescem comigo.

Meramente carnal, invadido por toques de luxúria

e outras modas complementares, fodo-me.

Como o mar, como o meu sangue, como o que é meu, inesgotável,

dou-me prazer e arranco o prazer consensual e exponencial,

alimento a minha faminta imaginação,

fecundo-me e crio a minha linhagem movida a transgressões perversas,

excepcionais, apenas a meu mando.

GJ